A força de entregar-se e... simplesmente sentir.

Olhando o mundo, grande parte do que são considerados problemas seriam facilmente resolvidos se todos se permitissem sentir. Ao longo do tempo, fomos esquecendo o que é o verdadeiro sentir. Construímos barreiras — verdadeiros subterfúgios, para escapar aos sentimentos por anos e anos.

“Socorro, eu não estou sentindo nada.”

Pelo medo, pela memória impregnada no DNA, pelos condicionamentos adquiridos — por tantas outras razões — não importa: a aversão ao sentir tem sido perpetuada em nossas vidas, em nosso círculo familiar, social e profissional.

O fato do ser humano não se permitir sentir — desde as sensações mais sublimes até as mais intensas — gerou, por muito tempo, uma espécie de anestesia geral. O coração ficou lá no fundo do peito tão encouraçado e fechado que é como se houvesse uma grande muralha à sua volta e fosse necessária uma bala de canhão para libertá-lo.

Pode parecer impossível derrubar um enorme muro de pedra com flores. Mas são as pequenas raízes a penetrarem por minúsculas fendas que vão abalar as estruturas desta muralha desde a base. E assim, gentilmente, tomar conta de tudo.

O mesmo se passa com o nosso coração. Por mais encouraçado que ele possa estar, tudo o que ele precisa é de uma fenda!

Abra uma pequena “fenda” no seu coração. A princípio, pode ser através de um minúsculo vão, mas abra o seu coração. Deixe vir a emoção, qualquer que ela seja. Experimente-a na sua totalidade, a vibrar pelo seu corpo e a passar. Este exercício é simples:

  1. Deixe vir a emoção.
  2. Sinta-a plenamente.
  3. E deixe-a ir.

Este exercício ajuda a abrir as tais “fendas” para o amor passar e não põe novas pedras na muralha. Faz o coração voltar a se descobrir, a ganhar mais confiança no que sente e a vibrar mais intensamente.

Experimente.

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